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A junção de elementos como distanciamento social, isolamento, quarentena, fecho das escolas e a escolha de trabalhar a partir de casa, pode, de acordo com um novo estudo, reduzir o valor de contágio da Covid-19 em até 99,3%.

Uma nova pesquisa realizada em Singapura, publicada no periódico científico The Lancet, e divulgada pela revista Galileu, suporta a teoria de que o distanciamento social é, sim, um método eficaz no combate contra a propagação do novo coronavírus. Para os especialistas, as medidas de quarentena, tal como o encerramento de escolas e de estabelecimentos comerciais e o incentivo para trabalhar a partir de casa mostraram ser mais eficientes na diminuição de casos de Covid-19 - quando aplicados juntamente.

"Os resultados deste estudo fornecerão aos criadores de políticas de saúde pública em Singapura e noutros países, com evidências para iniciar a implementação de medidas aprimoradas de controle de surtos que poderiam mitigar ou reduzir as taxas de transmissão local, se implantadas de maneira eficaz e oportuna", disse Alex Cook, investigador da Universidade Nacional de Singapura, em declarações à imprensa.

O Estudo

Para efeitos daquela pesquisa, os especialistas consideraram um cenário base, que não incluiu intervenções governamentais, e quatro alternativas adicionais:

  • 1. Isolamento de indivíduos infetados e a quarentena dos seus familiares;
  • 2. Quarentena e fecho imediato das escolas por pelo menos duas semanas;
  • 3. Quarentena e distanciamento imediato do local de trabalho, em que 50% da força de trabalho é incentivada a trabalhar em casa por pelo menos duas semanas;
  • 4. A combinação de quarentena, o pronto encerramento de escolas e estabelecimentos comerciais e distanciamento social.
Tendo em conta e quando comparado com o cenário base, a medida combinada (4) foi a mais eficaz, reduzindo o número médio estimado de infecções em até 99,3%.

Os médicos e autoridades de saúde sublinham ainda que o distanciamento social mostrou ser uma medida extremamente eficiente se considerarmos os milhares de casos assintomáticos, que são aqueles nos quais os infectados mostram poucos ou nenhum sintoma da Covid-19.

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1. Elimine os factores de risco

a) Diga adeus ao cigarro

Fumar danifica as artérias directamente e eleva a pressão arterial, o que também agride as artérias. Acresce o risco de cancro a nível de vários órgãos, especialmente do pulmão, doença pulmomar crónica obstrutiva (bronquite, asma, enfizema e atelectasia), envelhecimento precoce, e muitos outros prejuizos. Procure orientação médica e deverá ponderar terapia comportamental e fármacos específicos em consulta de desabituação tabágica. Em mega estudo recente ficou claro que cerca de 50% dos fumadores, e não precisam de ser grandes fumadores, vêm a morrer por doenças causadas pelo tabaco.

b) Evite/controle exemplarmente a diabetes.

A diabetes é outro dos factores de risco. Evita-se com alimentação adequada e estilo de vida não-sedentário. Se a doença já é um facto o seu tratamento passa habitualmente e em simultâneo por:

  • • Exercício físico
  • • Cuidados alimentares específicos
  • • Medicação
Deve ser orientado por um médico pois tem especificidades por vezes desconhecidas de um leigo. Como exemplo disso o colestrol total e o colestrol LDL devem ser no diabético inferiores aos valores habitualmente considerados normais.

c) Evite/controle a hipertensão arterial

d) Evite/controle exemplarmente o colesterol

 

2. Chega de noites mal dormidas

Novos estudos encontraram uma associação entre poucas horas de sono (menos de oito horas) e a presença de marcadores no sangue indicando alto risco de doenças cardiovasculares. É mais um motivo para buscar auxílio especializado a fim de superar noites em claro.

 

3. Equilibre as emoções

Pessoas coléricas, que costumam ter ataques explícitos de raiva, têm até cinco vezes mais risco de ter distúrbios cardíacos. Durante as explosões de agressividade, a pressão arterial sobe, o pulso aumenta e a produção de cortisol entra em ritmo acelerado, o que se repercute negativamente no coração. Mas resista à tentação de cair no extremo oposto: guardar a raiva. O mais eficaz é aprender a gerir melhor a hostilidade, desenvolver a chamada “inteligência emocional”. Isso pode ser conseguido por meio de mudanças de comportamento autoinduzidas ou desencadeadas por psicoterapias. Investir nas actividades sociais é outro modo de buscar o equilíbrio. Também é importante tratar a depressão. Num trabalho publicado no Archives of Internal Medicine, homens e mulheres deprimidos apresentaram maior risco de ataques cardíacos do que os que não padecem dessa condição.

 

4. Administre o stress

O mecanismo que desde o tempo das cavernas nos protege de perigos pode virar uma bomba relógio quando disparado constantemente por causa de trânsito, violência, exigência excessiva no trabalho ou nos cuidados com os filhos. Sob efeito da adrenalina a pressão arterial sobe e ocorrem alterações no metabolismo capazes de desencadear a aterosclerose. Por isso é importante ter momentos de paz e lazer. Invista em meditação, massagem, atividades manuais, vá ao cinema, ouça música, leia, converse com amigos. Reserve espaço no seu dia para uma atividade relaxante.

 

5. Controle o peso

Quem não está em dia com a balança corre mais risco de ter problemas de colesterol, pressão alta, além de diabetes, que como vimos no ponto 1. são todos eles factores de risco. Por isso, pequenas perdas de peso já podem ter impacto positivo na prevenção de doenças cardíacas. O benefício é mais significativo quando se reduz a gordura depositada na barriga. Ela é pior para o coração por ser juntamente do tipo que tende a se acumular nas vísceras e endurecer as artérias. A medida da cintura deve ser igual ou menor do que 90 cm para os homens e 80 cm para as mulheres.

 

6. Conheça seu caso

Mais da metade dos brasileiros (53%) não sabia informar suas taxas de colesterol em um levantamento divulgado em 2007 pela Sociedade Brasileira de Colesterol. Em Portugal em estudo recente, apesar de cerca de 50% dos hipertensos estarem medicados, na verdade só metade destes estava bem controlado. Assim, os efeitos maléficos da hipertensão continuam a verificar-se. Esta ignorância da realidade é tanto mais grave quanto a hipertensão arterial é silenciosa.

 

Mensagem final

Os factores de risco de doença nas artérias, sejam as artérias do coração, do cérebro, ou quaisquer outras, são o tabagismo, hipertensão arterial, colesterol alto e a diabetes. Estes factores de risco, são agressores das artérias individualmente, mas quando se associam têm um efeito agressor que se multiplica. É portanto fundamental para uma eficaz redução do risco do doença nas artérias, o controlo eficaz de todos estes factores em simultâneo.